Dizem que a sensibilidade de quem é criada por avó é mais apurada.
Pode-se comprovar essa versão, acompanhando Ana Beatriz Coelho contar sobre as transformações que gostava de fazer em suas roupas, desde que era um pingo de gente: era um corte aqui, um laço ali, fitinhas… Aí, um novo encanto surgia das peças sem graça, despertando atenção e comentários, principalmente da avó que dizia: “Maria Santíssima, essa menina é uma artista!” e tantas vezes a avó clamou por Maria Santíssima, tantas presenteou a neta com medalhinha, para cada nova versão de roupa.
Com o passar do tempo, Ana Beatriz já tinha certeza que seria estilista, pois continuava com bom gosto a repaginar as suas roupas e das amigas. Testava tecidos, modelagens, e se encantava com as grandes grifes. Fez estilismo na UFMG e Design de Moda no Senai – Cetiqt do Rio de Janeiro.
Em dezembro de 2007, em parceria com as irmãs Christiana Coelho, (dinâmica, a designer de interiores se tornou responsável pela produção e distribuição das mercadorias ) e Karla Coelho, ( responsável pelo setor administrativo e financeiro da marca) criaram uma moda versátil, diferenciada, para mulheres contemporâneas… O nome da grife? As “meninas”, novas empresárias, gritaram em uníssono: Maria Santíssima? Não. Menos. “maria santa”. Essa foi a homenagem que definitivamente uniu essas irmãs ao bom gosto das relíquias do passado, à coragem de enfrentar a concorrência e a crença no futuro.
A “maria santa” promete.